Como resolver o retorno de espuma em ralos de apartamentos






          Com a baixa qualidade da mão de obra, tanto em termos de execução, como em se falando de projeto, um incômodo problema vem causando grandes prejuízos para moradores e condôminos, o retorno de espuma por ralos na área da lavação, e ainda que menos comum, o retorno através de do ralo do banheiro.

          Costumeiramente, esse retorno acontece em andares baixos, 1º e 2º pavimentos de apartamentos e em casos mais severos até mesmo acima destes pavimentos.

          Para facilitar o entendimento, irei explicar de forma simples a origem do problema. A espuma é sempre originada por agitação do líquido com o sabão. Uma vez gerada a espuma, ela se comporta parecido com um gás, subindo pela tubulação e saindo pelos pontos mais próximos. Uma vez que essa espuma sai da tubulação a atinge o piso do apartamento, rapidamente se converte novamente em líquido. O prejuízo fica na casa de dezenas de milhares de reais, uma vez que móveis de MDF, batentes de porta e rodapés rapidamente são perdidos. Agora que já sabemos a origem do problema, vamos às causas e o que podemos fazer para evitar ou minimizar o problema.

          a) A primeira causa, é o acúmulo de sujeira na parte horizontal da prumada. Essa parte horizontal pode ficar no térreo, no último andar de garagens, ou mesmo acima do gesso na área de lazer, entre as garagens e as unidades afetadas. Essas sujidades podem ser resíduos de obra, lenços umidecidos, areia (comum em aptos no litoral). Caso o edifício tenha alguns anos, nunca teve esse problema e repentinamente começou a apresentar, é um bom indício de sujeira na prumada. Neste caso, a espuma ocorre porque a sujeira transforma o cano em uma grande “banheira”. Com a água com sabão caindo de andares altos, atinge essa “banheira” com muita velocidade e gera a agitação. Estando o cano vazio, isso não ocorre. Nesse caso, o problema é facilmente resolvido com um hidrojateamento com o equipamento Jetpipe Spartacus.

          b) Problema de caimento e falta de cintas na tubulação. Neste caso o acúmulo de água se dá por erro no caimento, cintas espaçadas ou rompidas, embarrigando a tubulação. Neste caso, a correção tem que ser feita com profissonais habilitados em hidráulica. A espuma escorre mais lentamente que a água em caimentos insuficientes. 

           c) Joelhos no final da prumada (normalmente na garagem) e sequência de joelhos em pequenos trechos, causando enorme agitação da água. Neste caso, o problema tende a aparecer desde o início da habitação do prédio. O ideal é substituir joelhos por curvas longas, minimizar o uso de conexões 90º graus, trocando-as por 2 de 45º por exemplo

          d) Derivações muito próximas dos pontos de supressão. Normalmente, a unidade do primeiro pavimento não deve ser ligada diretamente a prumada, mas guardando alguma distância do ponto de supressão, que no caso é a primeira curva ou joelho após o fim da prumada vertical (normalmente a primeira curva encontrada no teto da garagem). Para maior entendimento verifique norma NBR 8160.

          e) Uso excessivo de sabão. Neste caso, orientação ao moradores do condomínio, observando normas nos rótulos dos produtos.

          Mastigando esse artigo, primeiramente foque na limpeza de tubulação com um hidrojato semelhante ao Jetpipe Spartacus. Depois foque no caimento da tubulação. Não resolvendo, parta para os ajustes, trocando joelhos por curvas longas e colocando a tubulação de acordo com a NBR 8160.

          Instrua todos os moradores afetados a instalarem tampas de ralo anti espuma, que podem ser adquiridas e instaladas facilmente por qualquer pessoa.

          Por fim, se o problema se tornar insanável, é possível fazer um respiro próximo a zona de supressão (1º curva da prumada), fazendo uma derivação e um tubo com grande diametro (a idéia é um reservatório para a expuma, pois como um gás, ela sempre se dirige ao lugar mais fácil).

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